Embaixadora do Brasil nos EUA pode ser deportada? Entenda

EUA revogam visto da embaixadora do Brasil em Washington A revogação do visto da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti, nesta terça...

Embaixadora do Brasil nos EUA pode ser deportada? Entenda
Embaixadora do Brasil nos EUA pode ser deportada? Entenda (Foto: Reprodução)

EUA revogam visto da embaixadora do Brasil em Washington A revogação do visto da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti, nesta terça-feira (4), levantou dúvidas sobre a permanência da diplomata nos Estados Unidos. Afinal, ela pode ser deportada? ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp O Departamento de Estado dos EUA afirmou que a revogação do visto não significa a expulsão da embaixadora e que Viotti poderá permanecer no país normalmente, mesmo sem um visto válido. Em linhas gerais, isso significa que a diplomata não deverá ser alvo de medidas de imigração nem de deportação. A situação só mudaria caso ela deixe os Estados Unidos: para retornar ao país, precisará solicitar um novo visto. "Caso a embaixadora deixe os Estados Unidos, ela precisará solicitar um novo visto para retornar ao país", afirmou um porta-voz do Departamento de Estado. Segundo o Departamento de Estado, a revogação do visto foi uma resposta à demora do governo brasileiro em conceder o aval diplomático para que Daniel Perez assuma a embaixada dos Estados Unidos em Brasília. Os EUA também disseram que o visto de Viotti poderá ser restabelecido caso o Brasil conceda o aval diplomático para a nomeação de Perez. Fontes do Itamaraty ouvidas pela GloboNews afirmaram que o governo brasileiro não pretende chamar Viotti de volta ao Brasil. Com isso, a embaixadora deve permanecer nos Estados Unidos. Argumentos dos EUA A embaixadora do Brasil em Washington Maria Luiza Viotti Jefferson Rudy/Agência Senado Segundo o Departamento de Estado, o governo americano manteve contato com autoridades brasileiras durante semanas para tentar destravar a nomeação do novo embaixador em Brasília. "Nos comunicamos continuamente com o governo brasileiro durante semanas e demos ao governo brasileiro todas as oportunidades para fazer a coisa certa. Ainda assim, eles continuaram adiando e criando obstáculos", afirmou. Por outro lado, segundo o blog da Ana Flor, a indicação de Perez causou mal-estar no governo brasileiro porque o anúncio foi feito antes de uma consulta reservada às autoridades brasileiras. Tradicionalmente, a nomeação de um embaixador só é anunciada após o país anfitrião sinalizar que aceita a indicação. No caso de Perez, o pedido de aval foi feito ao governo brasileiro mais de duas semanas após o anúncio da indicação pela Casa Branca. O Departamento de Estado afirmou ainda que o presidente Donald Trump tem o direito de escolher quem representa os Estados Unidos no exterior e relacionou a decisão à política "America First" ("América em Primeiro Lugar"), que orienta a política externa do governo. Em termos gerais, isso significa que a diplomacia do governo Trump está priorizando os interesses e os cidadãos dos Estados Unidos em todas as decisões de política externa. Segundo o Departamento de Estado, outras medidas diplomáticas permanecem sobre a mesa caso o governo brasileiro continue adiando ou se recuse a conceder o aval diplomático para o novo embaixador dos EUA. Reação do Itamaraty Brazilian President Luiz Inacio Lula da Silva speaks during a visit to the Andaraí Hospital, in Rio de Janeiro, Tuesday, July 28, 2026 AP Photo/Bruna Prado Em nota, o Itamaraty repudiou a decisão americana e disse que as justificativas apresentadas pelo Departamento de Estado são "falsas". O ministério citou ainda o fato de os EUA terem anunciado o indicado publicamente antes encaminharem o pedido de aval ao Brasil. No comunicado o Itamaraty afirmou que o pedido está em análise e que não há regra no direito internacional que estipule um prazo para a resposta. O governo brasileiro também fez outras críticas aos Estados Unidos. "A decisão de hoje não é um fato isolado. Faz parte de uma escalada deliberada de medidas hostis ao Brasil, motivadas por razões ideológicas incompatíveis com uma parceria bilateral que sempre foi pautada pelo respeito mútuo", afirmou. "Fica óbvio também o interesse descabido de interferir na próxima eleição para presidente." Nos bastidores, diplomatas brasileiros classificaram a medida como uma "chantagem". VÍDEOS: agora no g1 Agora no g1

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