Irã propõe reabrir Estreito de Ormuz em dois dias se EUA aceitarem condições

Petroleiros atravessam o Estreito de Ormuz em 2018 REUTERS/Hamad I Mohammed/File Photo O Irã avalia reabrir o Estreito de Ormuz em dois dias, em vez dos sete pr...

Irã propõe reabrir Estreito de Ormuz em dois dias se EUA aceitarem condições
Irã propõe reabrir Estreito de Ormuz em dois dias se EUA aceitarem condições (Foto: Reprodução)


Petroleiros atravessam o Estreito de Ormuz em 2018 REUTERS/Hamad I Mohammed/File Photo O Irã avalia reabrir o Estreito de Ormuz em dois dias, em vez dos sete previstos anteriormente, caso os Estados Unidos aceitem as condições apresentadas por Teerã, afirmou nesta segunda-feira (2) o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baqaei. O estreito, uma rota crucial para o transporte mundial de petróleo, está bloqueado por Teerã desde o início da guerra e se tornou um dos principais focos de tensão entre Irã e Estados Unidos, além de cenário frequente de ataques. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp “A possibilidade de implementar este plano em dois dias é mais uma demonstração da boa-fé do Irã”, afirmou Esmaeil Baqaei. “Se as demandas do Irã forem atendidas, será possível restaurar a segurança no Estreito de Ormuz e retomar as negociações em um prazo muito curto”, acrescentou. Agora no g1 O porta-voz ressaltou que a troca de mensagens com os Estados Unidos continua por meio de mediadores e que “tudo depende” de Washington aceitar as condições apresentadas pelo Irã. “Só então poderemos falar das etapas posteriores”, disse. Desde o início da guerra, deflagrada pelos ataques de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã em 28 de fevereiro, Teerã restringe a navegação pelo Estreito de Ormuz e ataca navios que tentam atravessá-lo sem autorização iraniana. Em setembro, o Irã apresentou, por meio do Catar, uma proposta para reabrir o Estreito de Ormuz caso os Estados Unidos aceitassem uma série de condições. Entre as exigências estavam um cessar-fogo regional, o desbloqueio de ativos iranianos no exterior, o fim das sanções contra o setor petrolífero do país e a suspensão do bloqueio americano aos portos iranianos. Essas condições já apareciam no acordo firmado em junho, após um primeiro cessar-fogo que estava em vigor desde abril. O cessar-fogo, porém, não durou: os ataques foram retomados pouco depois. No domingo, o chanceler iraniano Abbas Araghchi acrescentou uma nova condição às exigências do Irã em entrevista à Al Jazeera. Segundo ele, Washington deveria aceitar “a nova rota acertada entre Irã e Omã para a passagem de navios” pelo Estreito de Ormuz. Araghchi também incluiu entre as exigências a redução da presença militar dos Estados Unidos no Oriente Médio. Embora os confrontos tenham diminuído desde setembro, Estados Unidos e Israel, ambos em períodos eleitorais, ameaçaram retomar os ataques contra o Irã. “Qualquer ato de agressão contra o Irã [...] receberá uma resposta contundente, imediata e global da nossa parte”, declarou Baqaei nesta segunda-feira. No domingo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reiterou a ameaça de retomar os ataques contra o Irã. Um dia antes, havia afirmado que seu país destruiu grande parte da capacidade militar iraniana, mas que ainda precisava lidar com “um ou dois” objetivos. “A única razão pela qual ainda não acabei com o Irã é porque quero ser gentil. Quero tentar salvar todas estas vidas, se puder”, afirmou Trump no domingo, durante um comício em Iowa, às vésperas das eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, marcadas para terça-feira (3). “Mas, em algum momento, teremos que desferir um golpe contundente contra eles”, acrescentou.

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