Quebra de protocolo faz helicóptero de Trump passar a pouco mais de 1 km de avião comercial, diz jornal
O presidente dos EUA, Donald Trump, embarca no helicóptero Marine One rumo a Los Angeles, Califórnia, em 4 de agosto de 2026 REUTERS/Eric Lee O helicóptero q...
O presidente dos EUA, Donald Trump, embarca no helicóptero Marine One rumo a Los Angeles, Califórnia, em 4 de agosto de 2026 REUTERS/Eric Lee O helicóptero que transportava o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, passou a 1,2 km de um avião comercial que decolava do Aeroporto Ronald Reagan, em Washington, na terça-feira (4), segundo o jornal The New York Times. O piloto do Marine One chegou a avistar o jato. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A separação horizontal ficou abaixo do mínimo de 2,4 km exigido pela Agência Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) nas proximidades de aeroportos. As duas aeronaves seguiram viagem normalmente e pousaram sem incidentes. O episódio levantou questionamentos sobre o cumprimento dos protocolos de segurança. Desde janeiro de 2025, a FAA proíbe operações simultâneas de helicópteros e aviões na região do aeroporto de Washington. No caso do incidente envolvendo Trump, o tráfego comercial deveria ter sido interrompido na região durante a decolagem do Marine One, mas isso não ocorreu, segundo a Reuters. Segundo duas fontes ouvidas pela agência, o helicóptero presidencial decolou da Casa Branca por volta das 14h33 (horário local) com destino à Base Aérea de Andrews. Um minuto depois, o voo 3742 da Envoy Air, um Embraer E170 com destino a Pensacola, na Flórida, iniciou a decolagem do Aeroporto Ronald Reagan. Segundo o New York Times, a tripulação do Marine One avisou aos controladores que estava prestes a decolar e, por isso, teria prioridade. Ainda de acordo com o jornal, a informação aparentemente não foi ouvida. Controladores de voo mantiveram contato tanto com o piloto do Marine One quanto com o da aeronave comercial durante toda a aproximação, segundo a FAA. Outra aeronave regional, operada pela Republic Airways em nome da American Airlines, chegou a alterar a rota por precaução enquanto o helicóptero presidencial deixava a área. A agência afirmou que abrirá uma revisão de segurança sobre o caso. O Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos Estados Unidos (NTSB) também está investigando o incidente. A Casa Brancaafirmou ao Wall Street Journal que os voos do Marine One são operados por "alguns dos melhores aviadores do mundo" e que "em nenhum momento o presidente esteve em perigo". O protocolo de segurança em Washington foi adotado pelas autoridades americanas após a colisão entre um helicóptero militar e um avião comercial, que matou 67 pessoas em janeiro de 2025. LEIA TAMBÉM Avião cai 90 metros durante turbulência em voo na Ásia, e passageiros ficam feridos 'Sicário': polícia prende argentino que ameaçava Milei de morte pelo TikTok Presidente do Irã diz que comunicação com o novo líder supremo está 'muito difícil' VÍDEOS: agora no g1 Agora no g1