Trump diz que conversou com Lindsey Graham horas antes de senador ser encontrado morto nos EUA
Donald Trump e o senador Lindsey Graham na Casa Branca em foto de arquivo Jonathan Ernst/Reuters O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que conv...
Donald Trump e o senador Lindsey Graham na Casa Branca em foto de arquivo Jonathan Ernst/Reuters O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que conversou com o senador Lindsey Graham na noite deste sábado (11), poucas horas antes de o parlamentar ser encontrado morto em sua casa, em Washington. Graham tinha 71 anos e era ocnsiderado um dos principais conselheiros de Trump em assuntos de política externa. Trump falou sobre o senador em entrevista por telefone ao programa "Meet the Press", da rede NBC. "É difícil perdê-lo. Ele era ótimo e muito especial, em todos os sentidos", disse Trump. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo o presidente, Graham havia acabado de voltar de uma viagem para Kiev, na Ucrânia, e disse que estava cansado. "Tirando isso, ele estava ótimo", disse Trump. Agora no g1 De acordo com o comunicado do gabinete de Graham, o senador morreu após uma "doença repentina e breve". A causa oficial da morte, no entanto, não foi divulgada. Na mesma entrevista, Trump disse acreditar que Graham teve uma "morte rápida"."Talvez não seja o pior jeito de partir", completou, afirmando não ter mais detalhes sobre as causas. Segundo apuração da própria NBC, o serviço de emergência atendeu a um chamado de parada cardíaca no endereço de Graham. Esta informação não foi confirmada pela equipe do senador. O presidente relatou que a ligação entre os dois aconteceu por volta das 19h e que, poucas horas depois, no início da madrugada deste domingo (12), recebeu uma mensagem da equipe do senador informando a morte. Ao longo da entrevista, Trump afirmou que Graham era "como um membro da sua família" e "um excelente político". Ainda segundo Trump, eles chegaram a conversar sobre um encontro neste domingo para tratar do "Save America Act", uma espécie de pacote de leis que restringem o voto nos Estados Unidos. ➡️ O projeto de lei defendido por Trump, entre outras medidas, exige prova de cidadania no momento do registro para votar nas eleições legislativas de meio de mandato, previstas para novembro. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou estar "profundamente entristecido" com a morte de Graham e o descreveu como um "verdadeiro defensor da liberdade e dos valores que tornam o nosso mundo mais seguro." O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, cumprimenta Lindsey Graham antes de encontro em Kiev na sexta-feira (10) Serviço de imprensa da presidência da Ucrânia via Reuters Trajetória política Graham foi eleito para o Senado dos Estados Unidos em 2002. O site do senador afirma que ele "defendeu de forma consistente resultados na Guerra ao Terror que protegessem os interesses de segurança nacional de longo prazo" dos EUA. Nascido em uma família de classe média baixa na cidade de Central, na Carolina do Sul, Graham cresceu ajudando os pais, donos de um bar ao lado da casa da família. Formou-se em Direito antes de ingressar na vida pública. Nos últimos anos, Graham ficou conhecido por sua relação próxima com o presidente Donald Trump, contra quem chegou a disputar a indicação do Partido Republicano à Presidência em 2016. A relação entre eles, no entanto, começou de forma conturbada. O senador chegou a afirmar que o então empresário era "inapto para o cargo" e usou um palavrão para se referir a Trump depois que ele fez comentários depreciativos sobre o ex-senador John McCain, melhor amigo de Graham no Senado. McCain, Graham e o ex-senador Joe Lieberman, independente por Connecticut, eram conhecidos como os "Três Amigos" e viajavam com frequência pelo mundo para defender uma política externa mais intervencionista dos Estados Unidos. Mas Graham mudou significativamente de posição depois que Trump venceu a eleição presidencial. O senador tornou-se um dos principais aliados do presidente, passou a falar com ele com frequência e se tornou presença constante em partidas de golfe ao seu lado, enquanto McCain permaneceu como um crítico de Trump. Recentemente, Graham presidiu a Comissão de Orçamento do Senado. Também integrou a Comissão de Apropriações, a Comissão Judiciária e a Comissão de Meio Ambiente e Obras Públicas do Senado. Os republicanos têm, atualmente, uma maioria apertada de 53 a 47 cadeiras no Senado. Pela lei da Carolina do Sul, o governador Henry McMaster, também republicano, deverá nomear um substituto temporário para Graham, que permanecerá no cargo até janeiro. McMaster afirmou, em nota, que Graham é "insubstituível". "O mais feroz dos defensores da Carolina do Sul e da América — e um amigo leal e firme", disse McMaster. O senador não era casado e não tinha filhos. Sua parente viva mais próxima é a irmã Darline Graham Nordone, que ele ajudou a criar depois que os dois perderam os pais.